Eletricista da Enel realizando manutenção em rede elétrica de São Paulo.

Com concessão em risco, Enel SP reduz em quase 60% atendimento emergencial

A Enel SP reduziu em quase 60% o tempo médio de atendimento a emergências entre 2023 e 2026. Entenda o cenário em meio ao processo de caducidade da concessão.

A Enel Distribuição São Paulo registrou uma queda de 59,7% no tempo médio de atendimento a emergências (TMAE) entre os sete primeiros meses de 2023 e o mesmo período de 2026. Os dados, levantados pela CNN Brasil com informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mostram uma redução de 12 horas e 39 minutos para 5 horas e 6 minutos por ocorrência.

O indicador, que exclui eventos climáticos extremos considerados fora do controle operacional, coloca a empresa na 5ª posição entre as 33 distribuidoras avaliadas. Esse resultado é acompanhado de perto pela Aneel, em um momento em que a empresa enfrenta um processo que pode levar à perda da concessão por falhas anteriores no serviço.

Investimentos e estratégia da empresa

Segundo o presidente da Enel São Paulo, Guilherme Lencastre, a evolução nos números é resultado de um plano estruturado de melhorias. A companhia investiu cerca de R$ 5 bilhões em modernização, resiliência e expansão da infraestrutura.

Esses resultados comprovam que estamos no caminho certo e reforçam nossa capacidade de seguir investindo, dando continuidade ao ciclo de melhorias, afirmou Lencastre.

Além dos aportes financeiros, a empresa destaca ações práticas para reduzir o tempo de resposta:

  • Contratação de aproximadamente 1.600 novos profissionais.
  • Duplicação do volume anual de podas de árvores na rede elétrica.
  • Aprimoramento dos planos de contingência operacional.

O contexto da concessão e a análise da Aneel

Apesar da melhoria no TMAE, o processo de caducidade aberto pela Aneel segue em curso. A agência instaurou o procedimento após avaliar falhas graves no atendimento durante eventos climáticos severos ocorridos entre 2023 e 2025, que deixaram milhões de consumidores sem energia.

Em sua decisão, a Aneel ressaltou que a melhora pontual em indicadores específicos não anula a caracterização de inadequação do serviço prestado. Por outro lado, a Enel contesta os critérios da agência em suas alegações finais, argumentando que cumpre as metas regulatórias de duração e frequência das interrupções e solicitando a anulação do processo.

A decisão final sobre a continuidade ou o encerramento antecipado da concessão, que atende 8,9 milhões de unidades consumidoras, cabe agora ao Ministério de Minas e Energia.

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