Rio com nível de água baixo e margens secas no Amazonas durante período de estiagem.

Estiagem atinge 40 municípios que estão em emergência no Amazonas

O estado do Amazonas enfrenta uma crise severa com 40 municípios em emergência devido à estiagem. Saiba quais áreas foram afetadas e as ações de combate.

A seca severa que atravessa o Amazonas já impacta diretamente 101.084 famílias no estado. Segundo boletim oficial divulgado pelo governo estadual no último sábado (17), com dados consolidados até a sexta-feira (16), 40 municípios decretaram situação de emergência, enquanto outros 17 seguem em alerta e cinco em atenção.

De acordo com o Amazonas Atual, o cenário é crítico em diversas regiões, exigindo uma mobilização ampla para o combate a incêndios florestais e o suporte às populações atingidas.

Municípios em situação de emergência

A lista de cidades em estado de emergência reflete a extensão da crise climática no estado. Estão sob essa classificação:

  • Alvarães, Amaturá, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

Além disso, Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Humaitá, Japurá, Manicoré, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará encontram-se em alerta. Anamã, Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga estão em estado de atenção.

Combate ao fogo e medidas preventivas

Para mitigar os impactos, o Governo do Amazonas mobilizou cerca de mil bombeiros e brigadistas. A estrutura de combate conta com apoio federal, incluindo sete aviões Air Tractor, uma aeronave KC-390 e três helicópteros dedicados ao combate a incêndios.

Entre 1º de junho e 16 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) combateu 22.557 focos de incêndio, sendo 4.598 na capital e 17.959 no interior.

As operações integradas, como a Tamoiotatá e a Amazonas+Verde, atuam diretamente no monitoramento e fiscalização. O uso de drones e viaturas com internet via satélite, por meio da mobilização Alerta Fogo, tem sido fundamental para identificar infrações, que podem resultar em multas e embargos ambientais.

Como medida preventiva, o governo estadual proibiu o uso do fogo por 120 dias, com exceções previstas em lei. Além disso, a situação de emergência foi decretada por 180 dias. O monitoramento contínuo é feito pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), auxiliando no direcionamento das equipes de fiscalização em todo o território amazonense.

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